PALESTRAS PARA PAIS, EDUCADORES E ADOLESCENTES


LIVRO:



SOCORRO! MEU FILHO VIROU ADOLESCENTE




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segunda-feira, 16 de julho de 2012

JOVENS NO MERCADO DE TRABALHO

É muito claro, atualmente, a dificuldade enfrentada pelas empresas para encontrar profissionais comprometidos com seu emprego. Ao mesmo tempo, que a demanda por trabalho é grande, a demanda por bons profissionais também cresce. E bons profissionais não são, necessariamente ou somente, os altamente qualificados, mas, principalmente, se buscam profissionais que queiram aprender, que queiram se comprometer, que queiram realmente ser profissionais.

Obviamente, este não é um problema pontual, que está depositado nas empresas. Este problema é consequência de uma construção social e discursiva que se segue desde anos atrás com a tentativa incisiva de flexibilidade profissional. Se há 40 anos o ideal e admirável era o profissional que se estabelecia num mesmo emprego por mais de 20/ 30 anos, a partir dos anos 80/ 90, o ideal profissional foi sendo transformado pelo discurso de não acomodação, ou seja, o profissional que se "prendia" a uma única empresa ou emprego por mais 6/7 anos passou a ser encarado como um sujeito acomodado, inflexível e sem perspectiva.

Outro ponto importante desta mudança conceitual sobre o profissional ideal está no aporte tecnológico que temos hoje. As denominadas "novas tecnologias", que estão em estado constante de transformação, por isso são sempre novas, exige grande flexibilidade prática do profissional, assim como, este deve ter possibilidade de adaptação aos novos processos de trabalho.

Hoje, temos uma geração que nasceu ou se formou em meio a estes discursos e esta forma "camaleão" de ser, resultando em questões altamente positivas, como em problemas que crescem a cada momento.

Além do comportamento descompromissado, os jovens contemporâneos não possuem referenciais de comportamentos adequados nas empresas. Ainda sob o discurso da não limitação, da liberdade a qualquer preço, os jovens profissionais rejeitam padrões de comportamento que seja considerado apropriado.

Desde o término da ditadura no Brasil, palavras como limite, restrição, censura são consideradas
negativas e contrárias ao desenvolvimento e ao progresso. Qualquer forma de determinação de regras de comportamento foi considerada um obstáculo à formação do sujeito. Bandeira levantada pela administração, pela pedagogia, pela psicologia, pela economia, pelas ciências humanas de forma geral, o vislumbre pelo sujeito ideal, enquanto livre e autônomo, foi considerado somente possível se não houvesse modelação de comportamento ou de pensamento. Se o sujeito pudesse escolher por si só seu caminho, se pudesse experimentar todas as coisas do mundo, se não lhe fosse imposto limites ou nenhuma regra limitante, se o sujeito pudesse se movimentar de todas as formas, sem a necessidade de definição, não sendo considerado somente por sua quantidade de produção e trabalho.

Em entrevistas, seleções e treinamentos os jovens profissionais demostram sua variável fascinação pelo trabalho, que num momento se coloca entusiasmado e logo em seguida se desmotiva. O que será que querem? Quais são seus reais objetivos na vida? Estas questões são feitas diariamente por empregadores. A geração da informação se transforma na geração do descompromisso, daqueles que não instituem um foco e daqueles que parecem não vislumbrarem um futuro.

A rapidez da informação e das mudanças, frutos do avanço tecnológico, parece atrapalhar a constituição de um desejo futuro. É como se o futuro nunca fosse chegar, pois o presente já é por si só instável.

As empresas sofrem com esta dispersão de objetivos que resulta na alta rotatividade de funcionários.
Apesar de pesquisarem e buscarem benefícios para seus colaboradores, acreditando que quanto mais puderem oferecer, mais próximos estarão da estabilidade, percebem que isto não acontece.

Nada satisfaz àquele que nada deseja. O que falta a estes jovens que estão agora no mercado de trabalho é a própria falta, que gera o desejo. Falta a falta. Quando se tem tudo ou se acredita ter tudo, não há o que desejar, portanto não há o que construir, não há o que buscar, não há por que lutar.

Por isso, por mais que as empresas e os empregadores instalem benefícios, não há garantia nenhuma de consolidação profissional destes jovens inseridos no discurso atual. O trabalho com estes profissionais não se institui com treinamentos comumente conjugados, é mais profundo, mais específico e bem mais elaborado.

Por que as crianças perguntam tanto?

As crianças pequenas, como estão em formação, possuem senso de limite ainda frágeis, ou seja, ainda estão aprendendo os limites da vida, o certo e o errado, os limites entre as relações com as pessoas e com o mundo.

De certa forma, quando adultos, sempre pensamos quando vamos fazer alguma pergunta. Pensamos em nós e na nossa vergonha, e pensamos no outro e no possível constrangimento a ser sentido. Muitas vezes, não perguntamos porque achamos que a pergunta é boba, outras vezes não perguntamos porque achamos que o outro pode ser constrangido caso não saiba responder.

Contudo, uma pergunta pode ser uma arma poderosa quando queremos encurralar o outro. Quando a intenção é deixar o outro 'sem graça', fazemos perguntas, tal como as crianças, sem se preocupar com a posição do outro.

A criança não pergunta para encurralar ou envergonher o adulto. Ela pergunta porque quer uma resposta. A busca pelo saber é o que a movimenta e a impulsiona. E como seu senso de limite, que permitiria se colocar no lugar outro, ainda não funciona como deveria, ela faz a pergunta.

Já o adolescente tem uma necessidade maior em desafiar o adulto, pelo fato de querer, ele próprio, sempre ter razão. Ou ainda, por querer constranger o adulto, mas ainda na tentativa de mostrar superioridade.

O adolescente acredita no seu conhecimento e na sua razão - e é isto que nós, adultos, mais temos saudades. Esta atitude nos faz refletir sobre duas questões:

1ª) o adolescente é desafiador;
2ª) nós, adultos, não temos todas as resposntas.      

PALESTRA

Elizandra Souza realiza palestras para adolescentes em escolas e clubes.

Com uma linguagem simples, aborda com os adolescentes os temas mais discutidos nas salas de aula, na mídia e nas famílias. A participação dos pais e professores é sempre surpreendente.

As palestras são sempre dinâmicas permitindo a participação ativa dos adolescentes que são motivados a refletir sobre as questões da vida atual: violência, drogas, relação com pais e amigos são temas constantes em sua palestras.

Também realiza palestras específicas para os pais, com o objetivo de entender melhor o adolescente de hoje e abrandar a angústia causada por tantas dúvidas.




LIVRO

APROXIMANDO-SE DA PSICANÁLISE NUM  JOGO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS




Um livro com as perguntas que todos gostariam de fazer para os especialistas, mas nem sempre têm esta oportunidade. Neste livro estão reunidas perguntas feitas em programas de tv, rádio, revistas e jornais, com respostas simples e de fácil entendimento. Tire suas dúvidas sobre criação dos filhos, relacionamento, doenças modernas etc.

UM OLHAR VALIA UMA SURRA

Nós nos esquecemos que um dia já fomos crianças e adolescentes. Aliás, todo adulto já viveu estes momentos e sobreviveu às duras penas de não ser entendido. Nos esquecemos dos medos que nos assombravam e também das impetuosas falas.

Acontece que nos tempos da nossa infância, também aprontávamos, fazíamos bagunça, mentíamos, fazíamos coisas escondidas etc. Os meios eram outros e as tecnologias não eram avançadas, mas mesmo assim, deixávamos os adultos da época de cabelos em pé.

As coisas não mudam muito: a nova geração sempre parece mais avançada que a anterior, como se as crianças já nascem com certos conhecimentos que os adultos demoraram anos para saber.

Apesar da impressão, não éramos tão livres. Por exemplo, não participávamos das conversas dos adultos e não podíamos falar qualquer coisa para qualquer pessoa.

Nossa repressão vinha do olhar. Nossos pais, ou outros adultos, não precisavam fazer tanto esforço para nos calar ou nos parar. Não havia a necessidade do adulto fazer a criança entender o "porque" das broncas. O olhar indicava o lugar de cada um. Com o olhar deles, já sabíamos o que estavam pensando e o que queriam que fosse feito. Pode ser até que fantasiávamos muito com relação a esta recriminação, mas fazia efeito.

Isto porque já existiam elementos que nos faziam acreditar e obedecer as ordens. Já tínhamos internalizados certas ordens, normas e leis que faziam com que entendêssemos que um olhar valia uma surra.