PALESTRAS PARA PAIS, EDUCADORES E ADOLESCENTES


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SOCORRO! MEU FILHO VIROU ADOLESCENTE




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quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Como lidar com os filhos no século XXI


Programa Última Palavra

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

Adolescentes: Direitos e Responsabilidades

Muitos adolescentes são arrogantes, se acreditam especialistas, acham que já sabem tudo, que estão acima do bem e do mal e longe de qualquer adversidade, como se consequências ruins, punições ou castigos não fizessem parte de sua vida. Essa atitude dificulta o trabalho dos educadores e, posteriormente, dificultará sua relação no mercado de trabalho.

O adolescente (e mesmo a criança) tende a achar que suas vontades são seus direitos e nossa obrigação. Acreditam que o que querem deve ser adquirido, o que acham deve ser seguido e como se comportam deve ser aceito. Mais uma vertente da crença de que só há um saber correto: o seu. E todos os outros, inclusive seus pais, devem seguir suas vontades, já que ele tem razão.

Estamos criando pessoas que se acreditam detentoras de um saber nato e de um direito absoluto e, por isso não precisa de nenhum conhecimento e nenhum trabalho. Acostumamos nossos filhos a acharem que sabem mais que nós, principalmente quando se trata de tecnologia e podem mais do que nós, quando fazemos suas vontades e administramos nossa vida a partir de seus desejos.

O adolescente precisa ter seus desconcertos, suas dúvidas, suas quedas de certezas e verdades, pois do contrário, se estiver mito certo de si, ficará numa posição de impossibilidade de aprender, de crescer, de amadurecer.

Nosso papel não pode ser confundido com o de um amigo, pois nenhum amigo tem a força e o poder de instituir normas e limites. Por isso, quando fazemos intervenções limitadoras tendemos a acreditar que essa atitude nos afasta de nossos filhos, mas não é verdade.
O adolescente precisa de regras e pede por essas delimitações. É comum observar, dentre eles, a busca por figuras que representam respeito e autoridade, seja através de ídolos, seja através de líderes. De certa forma, essa busca demonstra a necessidade de enquadre, de segurança.

A falta de limites e referencias traz consequências desagradáveis à sociedade, pois vemos o quanto as pessoas ignoram umas às outras, se tornando mal educadas e defendendo agressivamente seus direitos de forma isolada. Portanto, são as regras, as normas e limites que constituem a possibilidade da vida em sociedade.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

A Influência das Relações Sociais na Constituição do Adolescente

Os vínculos atualmente são estabelecidos de forma diferente de como fazíamos na nossa época, em função da diversidade da comunicação e de interação entre as pessoas. Hoje os adolescentes se utilizam das redes sociais para se conhecerem, trocarem ideias e se comunicarem. Uma facilidade que traz medo aos pais, que não nasceram imersos no mundo virtual.

Os adolescentes estão sempre teclando, em casa, na escola, no ônibus, não importa. Buscam meios para não estarem distantes desta nova forma de comunicação, que é virtual e contínua. Por isso, não podemos considerar estes adolescentes pessoas menos sociáveis ou menos comunicativas.

É importante ressaltarmos que o local onde as relações socias dos adolescentes acontecem, além do meio virtual, é a escola, lugar fundamental na vida de qualquer pessoa. O adolescente vive a maior parte de seu tempo diário na escola e tem como constituição identificatória os sujeitos e relações com estes colegas.

Nesse contexto, vale observarmos que se o grupo é importante na constituição do adolescente e nossos filhos serão parte dos grupos sociais, eles podem estar tanto do lado “bom”, como do lado “mal”. Ou seja, nossos filhos podem ser vítimas, mas também podem ser os agressores.

Nossa atenção aos comentários e aos gestos pode nos ajudar a entender e conhecer mais nossos filhos e sua constituição. E assim, saber um pouco mais como ele age e o que ele pensa sobre o mundo, as pessoas, as coisas e sobre si mesmo.

Esse conhecimento é o que pode nos auxiliar em possíveis intervenções. Nenhum tipo de bronca ou castigo funciona se não reconhecemos o sujeito a nossa frente. Se não soubermos o que move nossos filhos adolescentes não saberemos como nos aproximar e como intervir e influenciar de forma adequada e positiva.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

A adolescência ontem e hoje


Percebemos o quanto a adolescência é vista como momento crucial para tomada de decisões significativas e aparentemente concretas, pois denotam o início da continuidade da vida adulta. Este momento traz angústias e certezas nem sempre são compreendidas pelos próprios viventes.

Contudo, este sujeito, ainda em construção, pode e quer se implicar neste discurso. E, através de uma linguagem única, o adolescente busca compreender o mundo que o cerca e busca ser percebido e entendido na sua subjetividade.

Enquanto constituição subjetiva, o adolescente tem, como qualquer outro sujeito, em qualquer outro momento e lugar, dúvidas, contradições, desconhecimentos e dificuldades em lidar com suas questões. O acesso às informações de forma rápida e livre não garante a nenhum sujeito capacidades de excelência.

A emergência da sociedade da informação e das novas tecnologias não consagrou a autonomia do sujeito, parecendo, por vezes, mais seu contrário, onde o sujeito se põe refém.

Considerando o sujeito uma construção, a questão do adolescente pode ser observada pelo mesmo parâmetro, enquanto uma constituição discursiva, cultural, histórica e subjetiva. Há alguns anos não eram comuns assuntos, objetos ou programas voltados para adolescentes.

O adolescente também emergiu num determinado momento histórico e cultural, por isso, não é necessário se ocupar somente com as delimitações de idade, pois estas somente colocam o adolescente como um indivíduo que necessariamente é, ou seja, estático, ao contrário, o adolescente está em movimento.

Muitos autores colocam que o início da adolescência acontece com a mudança fisiológica, ou melhor, com a iniciação da maturação do corpo, contudo, apesar de toda transformação corporal designar uma mudança psicológica, não podemos deixar de pensar que se fosse possível delimitar a adolescência, num tempo cronológico, seria tão mais simples delimitar as suas questões e responde-las.

Porém, hoje muitos teóricos também concordam com a ideia de que a adolescência está se antecipando aos elementos biológicos, tanto quanto está ultrapassando ao que seria considerada idade adulta, quando a “passagem” da adolescência já teria sido resolvida.

O adolescente ainda é considerado complicado e confuso, porém, suas características são parte da construção discursiva. Palavras como: globalização, consumo, acesso, diversidade, inclusão, liberdade de expressão, ilimitado, sem fronteiras etc., são os elementos que integram e possibilitam a emergência do adolescente.

Diariamente, recebemos informações que dizem como deveríamos ser e agir, quais os conceitos de padrões de beleza, profissão e
comportamento que devem ser seguidos para nos sentirmos aceitos pela sociedade.

Desta necessidade de aceitação e aprovação não conseguimos escapar e ninguém responde a tanta demanda sem sofrer – sofre porque consegue servir aos padrões ou sofre porque não consegue. E tudo isto é mais evidente na adolescência.

Mas, infelizmente, o ponto crucial nesta nova relação adolescente é com a construção social, não no sentido de construção de relações com as pessoas, mas na possibilidade de conquista da autonomia financeira. O adolescente é afastado da condição de produtor e entra na cadeia apenas como consumidor.

As consequências desta nova posição do adolescente frente às questões produtivas na sociedade já aparecem entre os sujeitos sociais. E esta é uma das vias que consideramos quando colocamos em pauta o prolongamento da adolescência.

Por isso, temos a adolescência como um ponto chave para o estudo do sujeito e da sociedade pós-moderna, pois é possível entender que ela representa os vários atributos deste momento presente.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

PALESTRAS

Palestra para Adolescentes realizada em escolas, clubes e associações
 
 
 
 
Vários temas são postos para reflexão, questinamento e discussão, como: limites, responsabilidade, respeito etc
 

 
 
O interesse dos adolescentes é comprovado pelo alto índice de participação.
 
 

 
Quando é possível, muitos pais participam da mesma palestra. Em outros casos, realizamos palestras somente para os pais.