Os vínculos atualmente são estabelecidos de forma diferente de como fazíamos na nossa época, em função da diversidade da comunicação e de interação entre as pessoas. Hoje os adolescentes se utilizam das redes sociais para se conhecerem, trocarem ideias e se comunicarem. Uma facilidade que traz medo aos pais, que não nasceram imersos no mundo virtual.
Os adolescentes estão sempre teclando, em casa, na escola, no ônibus, não importa. Buscam meios para não estarem distantes desta nova forma de comunicação, que é virtual e contínua. Por isso, não podemos considerar estes adolescentes pessoas menos sociáveis ou menos comunicativas.
É importante ressaltarmos que o local onde as relações socias dos adolescentes acontecem, além do meio virtual, é a escola, lugar fundamental na vida de qualquer pessoa. O adolescente vive a maior parte de seu tempo diário na escola e tem como constituição identificatória os sujeitos e relações com estes colegas.
Nesse contexto, vale observarmos que se o grupo é importante na constituição do adolescente e nossos filhos serão parte dos grupos sociais, eles podem estar tanto do lado “bom”, como do lado “mal”. Ou seja, nossos filhos podem ser vítimas, mas também podem ser os agressores.
Nossa atenção aos comentários e aos gestos pode nos ajudar a entender e conhecer mais nossos filhos e sua constituição. E assim, saber um pouco mais como ele age e o que ele pensa sobre o mundo, as pessoas, as coisas e sobre si mesmo.
Esse conhecimento é o que pode nos auxiliar em possíveis intervenções. Nenhum tipo de bronca ou castigo funciona se não reconhecemos o sujeito a nossa frente. Se não soubermos o que move nossos filhos adolescentes não saberemos como nos aproximar e como intervir e influenciar de forma adequada e positiva.
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