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quinta-feira, 8 de março de 2012

O adolescente e o discurso

No discurso adolescente permeia a necessidade de inclusão social e participação em um grupo e, consequentemente, institui-se formas e maneiras de ser. Ele escolhe isto para sair da posição que se acha preso, ou seja, no berço familiar, onde parece que ele nada escolhe.
O adolescente, a todo momento, tenta alavancar uma liberdade, por acreditar que está sob amarras que não quer pertencer, pelo menos naquele momento. Há, portanto, um constructo, pelas ideologias que carrega em direção a um novo posicionamento do sujeito.
A linguagem, hoje, para o sujeito adolescente é principalmente constituída pelo mundo virtual, pela necessidade de ser observado e pela facilidade no consumo. Aquele que não se insere neste discurso é considerado “fora” das relações sociais e da cultura.
Para os adolescentes, que já nasceram nesta linguagem, a não utilização da internet ou do celular, é uma amarra e uma impossibilidade de sobrevivência. A necessidade está não apenas pelo consumo acelerado, mas principalmente, como forma de buscar e fazer parte de um grupo. As redes sociais são prova de que mesmo na propaganda da individualidade, ainda a constituição através dos grupos é primordial para os sujeitos.
A pós-modernidade permite que o sujeito se coloque de forma mais pura, na liberdade de expressão subjetiva. O corpo que antes era preso aos uniformes, aos enquadres, na pós-modernidade, se estende, não possui mais contrários definidos, não se contém num espaço determinado. O exagero dessa nova forma de inserção social toma a sociedade ou os sujeitos psicotizantes ou psicotizados, entendendo este como aquele que não tem percepção dos próprios limites do corpo, tem dificuldade de perceber o outro, não tem compreensão total do mundo simbólico.

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